É de relevante data que tenho buscado algumas respostas frente ao que tem significado para mim ser um "imitador' de Cristo nos dias de hoje e ao que vêm a ser um "cristão", tentando entender se há conformidade entre as duas coisas.
Ao longo dos últimos dois anos e meio de minha jornada por esta confusa sociedade, tenho tentado refletir um pouco mais frente a causas tão relevantes ao nosso cotidiano e devo confessar que nada tem me despertado maior incômodo neste período do que aquilo que tem regido a minha vida, de particular modo, e também regido o curso de mais da metade das vidas presentes neste planeta, que é a fé cristã.
A apenas algumas horas atrás tive o prazer de apreciar um nobre texto que por seu conteúdo contextualizador histórico/ideológico, me fez ter alguma esperança de que esta reflexão frente ao que vem a ser hoje o que os moradores de Antioquia no primeiro século da Igreja chamaram de "cristãos", tem sido feita por pessoas de grande influência na sociedade, dentre elas alguns religiosos.
O texto intitulado "Deus nos livre de um Brasil evangélico", teve grande repercussão em nosso país nos últimos dias. Escrito e publicado pelo Pastor evangélico Ricardo Gondim no mês de fevereiro deste ano em seu site, o texto causou grande polêmica frente aos que se proclamam evangélicos no Brasil. Claro que não pretendo com esta fala dar uma conotação de generalização no que diz respeito á opinião dos evangélicos deste país frente ao texto referido. Mas o fato é que, dos muitos comentários e críticas que vi frente ao texto de Gondim, a grande maioria dos mesmos foi escrita de maneira negativa ao posicionamento de Gondim frente ao crescimento das igrejas evangélicas no Brasil. Boa parte destas criticas escritas por pastores e lideres de todo o tipo, das mais variadas denominações evangélicas.
Gostaria de ressaltar que concordo com 99,9% com Gondim e com o conteúdo explícito em seu texto, mas uma parte em especial, gostaria de enfatizar. O autor, logo no primeiro parágrafo de seu texto diz: "Começo este texto com uns 15 anos de atraso". Entendo que a nação brasileira, nas duas últimas décadas, vem sendo bombardeada com uma teologia ao melhor estilo "American way of life", que popularmente conhecemos como "gospel". É fato indiscutível que, nas duas últimas decadas este "evangelho" gospel tem se tornado o carro forte do protestantismo em nosso país. Mas você pode estar se questionando:
- Eu, como cristão, não deveria achar isto um progresso para o país ?
Gostaria de propor uma reflexão sobre o evangelho que tem sido apresentado ao país, que nada mais tem sido do que um 'jeitinho americano" que o brasileiro tem encontrado de ser cristão. Esse estilo que ouso chamar "American way of live' na teologia, tem influenciado muitas vertentes cristãs neste país, sejam elas de origem protestante pentecostal, neopentecostalpresbiteriana, batista, anglicana, metodista, adventista e pasmem, até mesmo católica apostólica romana.
Com a finalidade de contribuir para a reflexão de vocês frente às questões apresentadas, sugiro a leitura do texto de Ricardo Gondim postado em seu site, e a observação do documentário indicado ao Oscar que tem por título "Jesus Camp", que esta disponibilizado no site "Youtube" e dividido em 9 partes..
Deixo aqui os links. Espero que se interessem pelas questões apresentadas.
Grato pela atenção de todos vocês.
Um agradecimento em especial aos amigos Silas Fiorotti, que tem dado acesso ao conhecimento de alguns textos do Gondim por meio de seu espaço no Facebook e no blog 'Espiritualidade libertária", e Allan Santana, pela indicação do blog "Documentários de Verdade". Vocês são geniais!
